📰 A Mulher de Roxo — lenda real que virou ícone de Salvador
Entre aproximadamente 1960 e 1997, uma mulher singular caminhava incansavelmente pelo Centro Histórico de Salvador, com presença marcante na Rua Chile, em frente à antiga Casa Sloper. Sempre trajada com roupas longas de cor roxa e um crucifixo enorme pendurado no pescoço, ela virou personagem do cotidiano da cidade e entrou para a memória coletiva dos soteropolitanos.
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🌆 Quem era essa mulher?
Apesar de ter existido de verdade, pouco se sabe com certeza sobre sua origem ou identidade. Acredita-se que tenha nascido em 1917, possivelmente no próprio município de Salvador, mas nomes como Doralice, Florinda, Nair ou Sandra circulam entre as versões populares — sem confirmação oficial.
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🧠 Vida e mistério
Não se sabe exatamente o que a levou à vida nas ruas. Há narrativas que falam de desilusão amorosa, problemas familiares traumáticos, loucura possivelmente agravada por dificuldades emocionais ou sociais. Em relatos, ela muitas vezes andava descalça, falava sozinha e pedia dinheiro educadamente, mas recusava moedas, aceitando apenas cedulas, que dizia ter estampado “com seu rosto e o do marido”.
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💜 Percepção da população
Para os moradores, comerciantes e transeuntes, a Mulher de Roxo causava sensações diversas: curiosidade, medo, compaixão, respeito, estranheza e uma aura mística. Apesar de seu jeito excêntrico, não há registros de que fosse agressiva — sua memória é lembrada mais como um ícone urbano do que um caso de violência ou conflito.
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📜 Legado cultural
Ela inspirou personagens em obras culturais e folklore local, e até música (como a parceria no clipe entre Pitty e Cascadura), sendo retratada como parte do imaginário de Salvador. Sua figura foi pintada em grafites, contada em livros e entrevistas, e segue sendo símbolo de um tempo em que as ruas contavam histórias que hoje quase desapareceram.
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⚰️ Fim de vida
A Mulher de Roxo morreu em 1997, provavelmente por problemas de saúde relacionados à vida errante, aos 80 anos de idade. Foi sepultada como indigente — sem reconhecimento formal de identidade ou velório público — o que apenas acrescenta mistério ao seu legado.
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