Márcio Monteiro, morador da região da Chapada Diamantina há mais de 30 anos, relembra uma infância simples, porém profundamente feliz. Filho de uma família com 17 irmãos, cresceu em um ambiente de poucos recursos financeiros, mas de muita união, respeito e alegria.
Seu pai, ferroviário, teve papel essencial na estabilidade da família. Em uma época em que a ferrovia era o principal meio de transporte da região, o trabalho fixo garantiu sustento e permitiu melhores condições em comparação a muitas famílias que dependiam apenas da lavoura. A movimentação dos trens impulsionava o comércio local, gerava empregos e fortalecia a economia.
Ao recordar a infância, Márcio destaca as brincadeiras na chuva, os banhos de rio e a forte convivência comunitária — experiências que, segundo ele, são cada vez mais raras entre as novas gerações.
Aos 17 anos, mudou-se para Salvador em busca de oportunidades. Durante esse período, viveu um episódio marcante na época da ditadura militar, quando foi surpreendido por um soldado armado ao atravessar uma área militar sem saber das restrições. A experiência o levou a refletir profundamente sobre liberdade, direitos e democracia.
Desde então, passou a valorizar ainda mais a educação e a consciência política. Hoje, como pai e avô, defende o estudo, o respeito e a manutenção da democracia como fundamentos essenciais para garantir dignidade e liberdade às futuras gerações.
2 comentários:
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Muito obrigado 😊🫂
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